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A importância da carga cognitiva no ensino

A importância da carga cognitiva no ensino

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Author: João Brogueira
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É fundamental para qualquer ensinante ter presente que aqueles para quem ele está a desenvolver conteúdos ou a preparar aulas têm uma capacidade limitada de processamento e aquisição de conhecimentos. Limitados pelo tempo é fácil cair na tentação de procurar inundar de informação os aprendentes. Como resultado surgirão dúvidas não só quanto ao ensinante e seu desempenho mas também sobre os aprendentes e sua capacidade de aprender.

Este artigo pretende duma forma muito clara e objectiva alertar os ensinantes da necessidade de levar em conta que existe e está científicamente comprovado que todos temos uma carga cognitiva limitada. Pretende-se desta forma contribuir para o sucesso do ensino e dos processos comunicacionais a ele associados.

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Tutorial

UNIVERSIDADE E CURSO

Universidade Aberta

Introdução

Nem sempre se torna evidente ...

Hoje em dia é muito normal que um ensinante prepare as suas aulas fazendo buscas na WEB. Esse hábito de consulta de sites, blogs e redes sociais faz com que se ache perfeitamente normal os volumes excessivos de informação que são propostos.

Está-se de tal modo habituados a usar a Internet, no nosso dia a dia, que se perde a noção de que se é submetido a uma "avalanche" dirária de informação.

Esse padrão de comportamento, já que nisso se torna pela sua repetição quotidiana, faz com que se ache perfeitamente normal "bombardear" os nossos aprendentes com grandes volumes de informação, sem qualquer tipo de estruturação e nos curtos espaços de tempo de aulas.

Neste contexto e duma forma inconsciente os ensinantes tendem a preparar conteúdos com excessiva informação para um curto período de tempo fazendo com que se atinja frequentemente a carga máxima cognitiva.

Não o farão conscientemente e por vezes os motivos são nobres (proporcionar aos ensinantes o máximo de informação possível sobre um dado assunto). Só que o ensinante não se apercebe de que parte da informação cai por fora não sendo aproveitada.

Para que esta noção fique mais clara e usando uma imagem é como se tentásse servir um líquido vertendo muita quantidade duma só vez num recepiente...algo entornará por fora pois o recepiente não tem capacidade para receber, de imediato, tudo duma vez.

A Teoria da Carga Cognitiva veio dar uma preciosa ajuda na compreensão destas questões e alertou os ensinantes para os cuidados a ter na Comunicação Educacional de modo a torná-la mais eficaz.

Vivemos numa época onde o excesso de informação é regra

Surgem as interrogações ...

Um criador de conteúdos, sejam eles de multimédia ou duma aula tradicional, tem de ter presente que a transmissão da informação está sujeita a condicionantes no que toca a quantidade de informação transmitida em períodos de tempo curtos. Isso agrava-se quando a informação, embora dentro do assunto a ser abordado, está pouco sistematizada não evidenciando uma sistematização que torne claras as ligações entre si.

"Esforço-me por fornecer aos alunos o máximo de informação possível, sempre que possível novidades e não consigo perceber porque é que eles não retêm a maior parte das informações?" Perguntará um ensinante completamente desconhecedor da Teoria da Carga Coginitiva.

Mais uma vez usando uma imagem para tornar clara a principal razão do problema

Cientistas da Cognição defendem que a informação estruturada, esquematizada é muito mais facilmente retida.

Pontos-chave sobre a Teoria carga cognitiva

  • A Memória de Trabalho só é limitada quando se está a aprender novas informações, uma vez que a informação está na memória de longo prazo, pode ser trazida de volta à memória de trabalho em quantidades muito grandes.
  • Numa situação de sala de aula, (ou em conteúdos educacionais digitais) apenas uma quantidade limitada do material vai ser retido, a menos que sejam tiradas notas ou forem entregues resumos no final.
  • Nas apresentações power-point "pode sair o tiro pela culatra" se a informação projetada na tela for a mesma que é verbalizada, porque a atenção do público será dividida entre as duas.

Outros motivos que contribuem para as falhas de comunicação

Para além dos hábitos criados pelo uso regular da Internet, que já referenciados acima, existem outros motivos que levam ao adensar de conteúdos provocando o ultrapassar da cargo máxima cognitiva.

É muito comum a um ensinante, na sua ânsia de transmitir informações aos seus aprendentes, sobrecarregar com informação um plano de aula ou um conteúdo digital. A intensão é boa já que este pretende é munir o seu público do máximo de informação sobre um dado tema. Contudo ao adensar a ou as mensagens torma o processo comunicacional menos eficaz. Parte do seu esforço vai ser em vão.

Esse erro poderia ser minimizado se a informação disponibilizada estivesse estruturada ou esquematizada em notas a distribuir ou disponibilizadas aos aprendentes. Dessa forma seriam criadas condições para que parte da informação não retida pudesse ser adquirida posteriormente.

O ato de serendipiar, que consiste basicamente em fundir coisas inusitadas, provoca uma dispersão que não ajuda à comunicação educacional. Numa tentativa de contextualizar um dado tema ou de no decorrer duma sessão criar as bases necessárias ao entendimento de noções complexas o ensinante "bombardeia" os aprendentes com informações que aparentemente, para ele, estão relacionadas. Porém e por falta de tempo, essas informações não estruturadas e aparentemente estruturantes, apenas contribuem para aumentar a carga cognitiva tornando a sua absorção improvável.

Esta última situação contudo pode-se confundir ou mesclar com a chamada cegueira por desatenção, que tem a ver com a atenção seletiva.

5 Maneiras de Reduzir a Carga Cognitiva numa Apresentação

Um slide show que explica de forma eficaz como bem produzir uma apresentação.

A CARGA COGNITIVA

Este slide show em pdf tem uma interessante explicação do que é CARGA COGNITIVA numa mensagem. É também explicado o que é a carga intrínseca, a carga relevante e a carga irrelevante.

Full Screen

Conclusão

A elaboração de conteúdos digitais ou a preparação de aulas é algo que requer um grande cuidado no que diz respeito à quantidade de informação a ser trabalhada pela memória de trabalho dos aprendentes.

Essa é a principal mensagem que se retira do estudo da Teoria da Carga Cognitiva e que pode basicamente ser traduzida da seguinte forma:

O ser humano pode manter poucas coisas na memória de trabalho a cada momento e isto impõe uma restrição fundamental no seu desempenho e na sua capacidade de aprendizagem.

Esta noção é extremamente importante e é relativamente desconhecida da maior parte dos ensinantes.

O fato do estudo da Teoria da Carga Cognitiva ter sido parte integrante da Unidade Curricular denominada Comunicação Educacional, no Mestrado em Pedagogia do Elearning, na Universidade Aberta foi uma excelente oportunidade de interiorizar a importância da Carga Cognitiva dos conteúdos educacionais.

Este trabalho procurou ser um recurso educacional que ajude os ensinantes a melhor prepararem seus processos de Comunicação Educacional.

Referências

Cognição, colaboração e comunicação, três valências em aprendizagem colaborativa online Trabalho de grupo realizado pelo autor em conjunto com as colegas de Mestrado Estela Gomes, Filomena Barbosa e Filomena Pestana, no âmbito desta Unidade Curricular de Comunicação Educacional. Regente da Unidade Curricular Professor António Quintas Mendes. Consultado em Setembro de 2011

Nota: Ao longo do trabalho estão mencionadas várias fontes ("sources") em local indicado pela plataforma.

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