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Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia de Richard Mayer

Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia de Richard Mayer

Objective:

Pretende-se com este artigo compreender melhor a teoria de Mayer e perceber os estudos realizados na compreensão do processo de aprendizagem da mente humana.

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A tecnologia é a resposta, mas qual é a pergunta?
(Ely, 1997)

Trabalho desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Comunicação Educacional da 15ª edição do Mestrado em Comunicação Educacional Multimédia da Universidade Aberta. Tem como finalidade a produção de um artigo acerca da Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia de Richard Mayer.Docentes: António-Quintas Mendes | Daniela Melaré Barros


Introdução

No âmbito da unidade curricular de Comunicação Educacional foi proposta a elaboração de um artigo acerca da Teoria Cognitiva da Aprendizagem multimédia de Mayer.

Uma vez que previamente foi estudado um artigo acerca das Múltiplas Representações Externas (MRE), procurou-se, de um modo mais generalista, analisar a teoria apresentada por Richard Mayer (1997, 2001) tentando aliar algumas ideias de Shaaron Ainsworth (2006).

Duas teorias que são particularmente associadas, pois compartilham um foco sobre a natureza da memória de trabalho humana.

Pretende-se com este artigo compreender melhor a teoria de Mayer e perceber os estudos realizados na compreensão do processo de aprendizagem da mente humana.

Aprendizagem

Para melhor compreender as teorias em análise, importa perceber como se processa a aprendizagem e de que modo o ser humano adquire conhecimentos e sabedoria. Ao nos confrontarmos com as suas definições e ao indagar acerca da relevância deste vocábulo quase que vagueamos num mundo de doutrinas e definições das mais vastas áreas do conhecimento…Certamente que a nossa mente nos conduz…Mas que aprendizagem é esta? Que significa aprender? Como se aprende?

A aprendizagem é a capacidade de que quotidianamente necessitamos para responder de um modo adequado às diferentes solicitações e desafios que se nos colocam na nossa interação com o meio. Mas será que existe um único tipo de aprendizagem, ou será que se aprende sempre da mesma forma, independentemente do objectivo da aprendizagem?

Termos e conceitos estudados ao longo de séculos por filósofos e pedagogos que ainda hoje nos envolvem e questionam… afinal o que sabemos acerca da aprendizagem? Qual o melhor processo na aquisição de conhecimentos? Como se aprende e como se constrói uma aprendizagem?

Esta é uma temática muito complexa que nos expõe a inúmeros conceitos, ideias e definições. De um modo muito simples e como rampa de lançamento deste artigo, importa definir que este conceito, confrontado como ação educativa, tem como finalidade ajudar a desenvolver no indivíduo capacidades que os tornem capazes de estabelecer relações pessoais e sociais com o meio em que vivem, usando estruturas sensório-motoras, cognitivas e afectivas.

Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia

Richard E. Mayer

A era dos nativos digitais ergueu-se! Chegou e moldou todo um universo que cada vez aparenta ser mais exigente, científico e tecnológico. Hoje aprende-se de um modo diferente e a aprendizagem multimédia tem despontado cada vez mais interesse em investigadores e cientistas.

Para Richard Mayer, professor de psicologia da Universidade da Califórnia, a sua atual investigação envolve a interseção da cognição, instrução e tecnologia, com especial enfoque na aprendizagem multimédia. Segundo este investigador e de acordo com o seu princípio, as pessoas aprofundam mais os seus conhecimentos a partir de imagens e palavras do que apenas de palavras isoladas. De acordo com os seus estudos, a informação processa-se através de dois canais, o verbal e o visual. Se num processo de aprendizagem o professor conduzir a sua explicação através de palavras e imagens, os alunos poderão aprender com maior êxito. Se nos focarmos no sistema de verbalização entre professor aluno, utilizando apenas palavras, os alunos terão maior dificuldade em recordar o que foi dito pelo professor pouco tempo após a informação ter sido transmitida.

Ao nos confrontarmos com este estudo e com as suas explicações até parece que o processo de aprendizagem se torna simples. Mas será que é isso que este processo se torna simples com a tecnologia? Basta uma exposição recorrendo a elementos multimédia para obter resultados no campo educativo?

Evidentemente que adicionar imagens a palavras não garantem a aprendizagem e um sucesso educativo. É essencial que a apresentação multimédia seja apropriada e pensada ao público a que se dirige. É disso exemplo o modo como se explica a um aluno do ensino básico o ciclo da água e a um aluno do ensino secundário. É praticável explicar a um jovem aluno através de um esquema animado multimédia e a um aluno do ensino secundário através de gráficos ou tabelas com percentagens. É essencial que as mensagens a transmitir estejam de acordo com o processo cognitivo de cada indivíduo.

Existem uma série de possibilidades de aprendizagem e que de certo modo nos remetem também para a investigação de Shaaron Ainsworth (2006) onde nos indica o modo como diferentes representações influenciam a aprendizagem. O estudo desta professora da universidade de Nottingham exemplifica a forma como se ensina recorrendo a múltiplas representações. Representações que se resumem a competências e habilidades nas estratégias de ensino. Estas competências são a base e a chave de toda a sua investigação no processo de aprendizagem. As representações que a autora indica são as competências a forma como realmente se pode aprender.

O esquema e a explicação acerca da bomba de ar da bicicleta é um exemplo que pode ser utilizado, pois o professor pode explicar à sua turma como funciona e alguns alunos não compreenderem, mas um colega pode explicar recorrendo a outra palavras, ou seja, pode fazer uma explicação mais próxima da linguagem utilizada entre alunos, permitindo que a mente interprete a informação de um modo diferente.

Naturalmente que todo este processo depende de factores cognitivos, ambientais, de estilos de aprendizagem e do uso de recursos que compõem o processo de ensino-aprendizagem.

Princípios da Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia

A aprendizagem multimédia, Mayer (2001) assenta em três pressupostos:

O pressuposto do canal duplo, no qual o ser humano possui canais de processamento de informação separados (visual e verbal).

O pressuposto da capacidade limitada (limitação no processamento de informação em cada canal).

O Pressuposto de aprendizagem activa no qual a aprendizagem requer um processamento cognitivo essencial em ambos os canais (Mayer 2001).

Na figura um, Richard Mayer revela como imagens e palavras são assimiladas através de uma apresentação multimédia entrando na memória sensorial através da audição e visão.

Fig. 1 – Processamento de informação (Mayer)

De acordo com os estudos concretizados e dos pressupostos referidos, resultam sete princípios que devem ser tidos em consideração no desenvolvimento de um documento multimédia

• Princípio multimédia: Os alunos aprendem melhor quando se combinam palavras e imagens do que só palavras;

• Princípio de proximidade espacial: Quando as palavras e imagens correspondentes estão próximas em vez de distanciadas, por exemplo no mesmo ecrã;

• Princípio de proximidade temporal: Quando palavras e imagens são apresentadas simultaneamente em vez de sucessivamente;

• Princípio de coerência: Quando palavras, imagens ou sons não relevantes para o assunto são excluídos;

• Princípio de modalidade: Quando se utiliza animação e narração em vez de animação e texto escrito;


• Princípio de redundância: Quando se utiliza animação e narração em vez de animação, narração e texto;

• Princípio das diferenças individuais: Analisando os sujeitos relativamente aos conhecimentos e à orientação espacial, conclui-se que os sujeitos que beneficiam mais de um documento multimédia são os que têm poucos conhecimentos relativamente aos que já têm muitos conhecimentos e são os sujeitos que têm elevada orientação espacial que mais beneficiam comparativamente aos que têm pouca orientação espacial.

Conclusão

O “princípio multimídia”, afirma que “as pessoas aprendem mais profundamente a partir de palavras e imagens, do que apenas com palavras isoladas”. Esta é a ideia fundamental e que mais se patenteia na investigação do professor Mayer. Partindo dos textos da área cognitiva apresentados nesta UC, o seu, talvez seja o que melhor resume os benefícios da aprendizagem baseada na utilização de recursos visuais.

Mas como se mencionou, é importante o modo como se processa este tipo de aprendizagem bem como as competências a utilizar. Estas deverão ser sempre adaptadas à audiência bem como as estratégias didácticas e as representações a utilizar. Deverão ir sempre de encontro ao que se pretende transmitir. Por outras palavras pode-se concluir que neste tipo de aprendizagem a produção e utilização de materiais multimédia não resolvem os problemas de aprendizagem, mas se criados adequadamente podem sem dúvida melhorar o processo de aprendizagem. Esta teoria destaca a otimização dos recursos educativos, e a forma como se utiliza uma carga cognitiva na apreensão de novos conhecimentos.

Em suma pode-se referir que a criação da mensagem multimédia deve estar assente numa base de aprendizagem humana onde a aplicação da tecnologia não altere o funcionamento do cérebro humano.

Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimedia

Multimedia Learning Theory

The Cognitive Theory of Multimedia Learning

Sobre Richard Mayer

Richard Mayer é professor de Psicologia da Universidade de Califórnia, Santa Barbara (UCSB). Sua pesquisa atual envolve a interseção da cognição, instrução e tecnologia, com especial enfoque na aprendizagem multimédia e computador com suporte de aprendizagem. É autor de mais de 400 publicações, incluindo 25 livros.
http://www.psych.ucsb.edu/people/faculty/mayer/index.php

Bibliografia

MAYER, Richard. The promise of multimedia learning: using the same instructional design methods across different media. Learning and Instruction 13 (2003), 125–139, Pergamon.

AINSWORTH, Shaaron. DeFT: A conceptual framework for considering learning with multiple representations. Learning and Instruction 16 (2006) 183e198, ELSEVIER

GAMA, Maria (s.d). Aprendizagem da História e TIC Disponível em: http://historiatic.yolasite.com/aprendizagem-multimedia-e-carga-cognitiva.php acesso em: 29.08.11

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