Explore everything we offer students and teachers

Explore all of our learning and teaching solutions

Got a Kanye-sized ego? → Test it on our Ego-Meter
+
Teoria da carga cognitiva

Teoria da carga cognitiva

Rating:
Rating
(0)
Objective:

Este artigo tem por base o trabalho Teoria da Aprendizagem Multimédia e Análise do Efeito de Modalidade, realizado no âmbito do Mestrado em Pedagogia do e-Learning da Universidade Aberta. Sendo que o objecto deste artigo se centrará especificamente, na estrutura cognitiva ou memória e nos seus subsistemas mais importantes.

(more)
See More
Tutorial

Entender os processos da memória

Vídeo sobre os processos da memória, neste pequeno vídeo ficamos a perceber de forma sucinta como funcionam os complexos mecanismos da memória.

Introdução

Este artigo tem por base o trabalho Teoria da Aprendizagem Multimédia e Análise do Efeito de Modalidade, realizado no âmbito do Mestrado em Pedagogia do e-Learning da Universidade Aberta. Sendo que o objecto deste artigo se centrará especificamente, na estrutura cognitiva ou memória e nos seus subsistemas mais importantes.

Uma mensagem educacional multimédia é uma comunicação que contém palavras e imagens destinadas a promover as aprendizagens, (Patrocínio et all, 2011). Assim sendo, esta teoria relaciona-se directamente com a utilização optimizada da imagem e de texto, facilitando desse modo a aprendizagem dos alunos. A teoria da carga cognitiva tem como preocupação central a maneira como os recursos cognitivos se focam e são usados durante a aprendizagem e resolução de problemas, (Chandler 1991). A estrutura cognitiva humana depende da memória e será esse contexto que irá ser explorado neste artigo.

Estrutura cognitiva

A estrutura cognitiva humana

Por estrutura cognitiva, entende-se de modo geral o conteúdo total e organizado das ideias de um determinado indivíduo ou, falando-se num contexto de aprendizagem de temáticas diversas, referir-se-á o mesmo conceito de estrutura ao conteúdo e organização das ideias de determinado indivíduo, naquela área particular do conhecimento. Ou seja, a ênfase coloca-se na aquisição, no armazenamento e na organização das ideias no cérebro desse indivíduo, falamos então da memória, que poderá ser dividida grosso modo em três subsistemas distintos, mas colaborantes, que concorrem para a optimização da estrutura cognitiva.

Os três subsistemas em que podemos dividir a memória, são meras subdivisões académicas que foram convencionadas para facilitar o nosso entendimento sobre os processos complexos que o exercício da memória exige.

1.A memória sensorial, que nos permite o reconhecimento dos dados imediatos dos sentidos, como a temperatura ambiente. Este tipo de memória retém, por um breve período de tempo, imagens e texto impresso recebidos pelos olhos soba forma de imagens visuais exactas e palavras ditas e outros sons recebidos pelos ouvidos sob a forma de imagens auditivas exactas;
2.A memória a curto prazo, também designada por memória de trabalho, que nos permite escrever estas linhas ou manter uma conversação coerentemente. Memória com capacidade limitada, que retém e manipula sons e imagens na consciência activa;
3. A memória a longo prazo, que retém a informação por períodos de tempo indefinidos. Retém grandes quantidades de informação durante longos períodos de tempo.

Memória Sensorial

Um pequeno vídeo que exemplifica os processos da memória sensorial, apesar de fazer parte de uma campanha de prevenção rodoviária, é uma boa ferramenta para de uma forma divertida perceber a memória sensorial.

Processo da memória sensorial

A memória sensorial constitui-se com informação proveniente dos diversos sentidos que alargam a duração do estímulo, facilitando dessa forma o processamento da memória operativa. Esta é pois a memória dos sinais sensoriais, dura apenas alguns algumas centenas de milésimos de segundo, sendo substituída por novos estímulos rapidamente, durante esse curto período de tempo ela pode ser armazenada, mantendo-se os pontos mais importantes.

Este primeiro estágio de memorização a que convencionou chamar memória sensorial, Ultra-rápida ou Imediata A informação armazenada é baseada em sensações e demonstra a capacidade de repetir algo recentemente visto e ou ouvido, sendo que essa informação é completamente esquecida após um curto espaço de tempo. Este tipo de memória evidencia uma maior capacidade humana de “VER” ao invés de lembrar. Pode também ser denominada de memória de eco, quando falamos de informação obtida através da audição ou icónica, quando ao invés se fala de informação obtida através da visão.

Dependendo do estímulo sensorial envolvido, George Sperling, o investigador que constatou a existência desta primeira fase da memória, tenta explicar o efeito da memória sensorial no homem: “Quando estímulos compostos por um número de itens são mostrados a um observador, somente um número limitado de itens pode ser relatado. O facto de o observador normalmente supõe que pode ver mais do que pode relatar sugere que a memória impõe um limite, a um processo que é muito mais rico em informações”

Memória de curto prazo

Os processos da memória de curto prazo.

Processo da memória de curto prazo

No processo da memória de curto prazo ou de curta duração ou memória de trabalho, a informação é retida de segundos a minutos e dura enquanto a pessoa é estimulada a continuar a pensar nela, além de ser limitada em capacidade. A memória de curto prazo recebe as informações já codificadas pelos mecanismos de reconhecimento de padrões utilizados pela memória sensorial e retém essa informação por alguns segundos, talvez alguns minutos, permitindo dessa forma que a informação assim recolhida, seja processada para ser utilizada, eliminada ou mesmo organizada para ser armazenada. A memória de curto prazo é pois o sistema em que o indivíduo interage com a informação disponível no ambiente em que esse indivíduo se encontra.

Este tipo de memória apresenta algumas limitações ao nível da quantidade de informação que o indivíduo consegue reter bem como a quantidade de informação que é possível processar, essas limitações também ocorrem por causa de interferências que podem limitar o processo cognitivo, essas interferências podem ser diacrónicas quando informação diferente obtida em períodos de tempo diferentes, ou interferências sincrónicas quando outras tarefas se interpõem no processo da memória, dificultado desse modo o processamento da informação. Muitos dos problemas da memória de curto prazo são atribuídos não a deficiências na capacidade cerebral, mas à incapacidade do indivíduo de se focar numa única tarefa.

Existe um grande número de teorias para a estrutura da memória de trabalho, bem como para as áreas específicas do cérebro responsáveis pela sua actividade. No entanto, a visão aceite é a de que o córtex frontal, o córtex parietal, o córtex singular anterior e partes do gânglio basal são áreas cruciais para seu funcionamento.

Memória de Longo Prazo

Pequeno excerto vídeo onde se explica a diferença entre a memória de curto prazo e a memória de longo prazo.

Processo da memória de longo prazo

A Memória de longo prazo tem a seu cargo o processo de formação do arquivo e da consolidação da informação, esse processo poderá demorar alguns minutos ou algumas horas, mas poderá também demorar vários meses ou décadas. Temos exemplos desse tipo de memória nas nossas lembranças da infância ou de conhecimentos que adquirimos na escola, a importância da memória de longo prazo centra-se no seu potencial de armazenar informação durante toda uma vida. Alguns teóricos acreditam que a informação que chega à memória de longo prazo é armazenada de forma imagética, auditiva e verbal. De facto, podemo-nos lembrar de imagens da nossa infância ou de determinada melodia durante toda a vida.

Existem dois tipos de memória de longo prazo; a memória episódica, que se concentra essencialmente em recordações sobre experiências pessoais e ou eventos, associadas a um determinado tempo e ou lugar particulares.

A memória semântica, que se concentra em (informação o que não está associada a um tempo e ou lugar particulares, esse tipo de memória inclui o nosso conhecimento sobre palavras, sobre a linguagem e sobre os símbolos, bem como os seus significados, relações e regras de utilização. A informação constante na memória semântica deriva da nossa memória episódica, com isso podemos apreender novos factos e conceitos com as nossas experiências de vida, uma vez armazenada na memória de longo prazo a informação é recuperável, contudo, nem sempre a recuperação é fácil.

A memória de longo prazo tornasse na influência dominante aquando da tomada de decisões, por exemplo, sabermos se em determinadas situações devemos ou não prestar atenção a determinadas informações. Esses processos, são os processos que nos permitem distinguir os conteúdos de informação relevantes dos conteúdos de informação menos relevantes. Facilitando desse modo a nossa percepção e permitindo eliminar as informações irrelevantes. Os investigadores que se dedicam ao estudo desta área das neurociências acreditam que é a activação deste tipo de processos que se relacionam uns com os outros que nos permite o pleno funcionamento e eficácia dos nossos sentidos.

Questions and Answers

Introduction to Sociology

Want to study the effects of an affordable education?
Our Intro to Sociology course for only $329.

Sophia's online courses not only save you up to 80% over traditional college**, but are also eligible for credit transfer to over 2,000 colleges and universities.* Start a free trial now.