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Comunicação Educacional - Teorias de Aprendizagem (destaques)

Comunicação Educacional - Teorias de Aprendizagem (destaques)

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Este trabalho foi elaborado no âmbito da U.C. - Comunicação Educacional, do  Mestrado em Pedagogia do eLearning da Unversidade Aberta.

 

Este trabalho pretende explanar sucintamente algumas das  Teorias de Aprendizagem focadas ao longo do 1º Semestre na U.C. - Comunicação Educacional, do Mestrado em Pedagogia do eLearning.

Pretende acima de tudo, sistematizar conceitos chave, demonstrando as suas premisas, e o modo como se relacionam, atendendo que têm uma importância  chave para a obtenção de uma aprendizagem significativa.

 

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Tutorial

1. Teoria da Aprendizagem Multimédia de Mayer

 

O “princípio multimédia”, afirma que “as pessoas aprendem mais eficazmente a partir de palavras e imagens, do que somente através de palavras isoladas” (Mayer).

 

Video - Teoria de Aprendizagem Multimédia

Deste modo a Aprendizagem Multimédia:

Traduz-se através de "mensagens". Podemos entender estas "mensagens" como uma apresentação que utiliza simultâneamente palavras e imagens, e que se destina a promover uma aprendizagem significativa. Desta forma, a Teoria Cognitiva de Aprendizagem Multimédia, assenta em três pressupostos fundamentais:

 

  • Pressuposto do Canal Duplo (dual channel): o ser humano possui canais de processamento de informação separados (o visual e o verbal). As Informações, como ilustrações, vídeos, animações e textos são processadas no canal visual, e quando a informação é narrada, é processada no canal auditivo.
 
  •  Pressuposto da Capacidade Limitada de Processamento da Memória: este pressuposto refere-se à capacidade limitada de processamento de informação de cada um dos canais.
 
  •  Pressuposto do Processamento Activo: a aprendizagem requer um processamento cognitivo essencial em ambos os canais (Mayer 2001), isto é, a aprendizagem inclui prestar atenção, organizar a nova informação e integrá-la no conhecimento pré-existente.
 
 

Deste modo, os pressupostos enunciados resultam em sete princípios chave que devem ser tidos em conta, para uma aprendizagem significativa:

 

 

●   Princípio multimédia: os alunos aprendem melhor quando combinam palavras e imagens do que quando são utilizadas apenas palavras; 

 

●  Princípio de proximidade espacial: os alunos aprendem melhor, sempre que palavras, texto e imagens estejam relacionadas entre si, já que facilitam a construção de um referencial de ligação; 

 

● Princípio de proximidade temporal: quando palavras e imagens são apresentadas simultaneamente em vez de sucessivamente, desse modo os alunos aprendem mais facilmente; 

 

●  Princípio da coerência: os alunos aprendem mais significativamente sempre que palavras, imagens e sons apresentam uma relação entre si; 

 

●  Princípio de modalidade: os alunos aprendem mais significativamente, quando a informação verbal se estrutura em suporte áudio, em vez de suporte textual; 

 

● Princípio de redundância: quando a apresentação multimédia combina, animação e narração, desenvolvendo (os alunos) uma aprendizagem mais consistente; 

 

● Princípio das diferenças individuais: alunos com poucos conhecimentos beneficiam mais de documentos multimédia, assim como os alunos que têm uma boa orientação espacial.

 

 

2. Modelo de Memória de Trabalho de Baddeley

Alan Baddeley e Graham J. Hitch (1974) introduziram o modelo multicomponente de memória de trabalho, também conhecido como Modelo de Memória de Trabalho de Baddeley. Essa teoria propõe que dois "sistemas escravos" (também conhecidos como sistema de apoio) são responsáveis pela manutenção de curto prazo da informação e um "executivo central" é responsável pela supervisão da integração da informação e por coordenar os sistemas escravos (.

modelo de memória de trabalho de Baddeley (e Hitch) é constituído por três componentes (1974): 

 

  • um ciclo fonológico (memória auditiva);

 

  • um bloco de notas visuo-espaciais (memória visual e espacial);

 

  • e uma central executiva, responsável por focalizar, alterar e dividir a atenção.

 

 

Um sistema escravo, o ciclo fonológico, armazena informação auditiva e previne seu decaimento continuamente articulando seu conteúdo, actualizando a informação em um laço recitativo. Ele pode, por exemplo, manter um número de telefone de sete dígitos por tanto tempo quando se deseje desde que o número seja repetido constantemente.

O outro sistema escravo, a área de armazenamento visuo-espacial, armazena informações visuais e espaciais. Pode ser usado, por exemplo, para construir e manipular imagens visuais e para a representação de mapas mentais. A área de armazenamento pode ser dividida em subssistema visual (que trata, por exemplo, de forma, cor e textura) e subsistema espacial (que trata de localização).

executivo central actua como uma central de processamento entre os diferentes componentes, é  o responsável por direcionar a atenção para a informação relevante, suprimindo informação irrelevante e acções inapropriadas, e por coordenar processos cognitivos quando mais de uma tarefa tem de ser feita ao mesmo tempo. 

Video do Modelo de Memória de Trabalho de Baddeley e Hitch (1974)

Mais tarde, Baddeley (2000)

estende o modelo adicionando um quarto componente, o buffer episódico, que guarda representações integradas de informação fonológica, visual e espacial e possivelmente informação não coberta pelos sistemas escravos (por exemplo, informação semântica e musical). O componente é episódico porque assume-se que ele associe toda a  informação numa representação episódica única.

Video do Modelo de Memória de Trabalho de Baddeley (2000)

Neste modelo final, foi também incluído

 

A LTM episódica (memória de longo prazo) para desenvolver uma maior compreensão da interacção da memória do trabalho. Por exemplo, Baddley e Andrade (2000) encontraram evidências do uso do bloco de notas visuo-espaciais quando os participantes foram convidados a formar uma nova imagem visual. No entanto, quando foi solicitado aos participantes que formassem uma imagem de uma cena familiar, o LTM revelou-se muito útil.

 Modelo de Memória do Trabalho

 

 

Nesta sequência, o buffer episódico não é considerado parte da memória de longo prazo. Por isso, se o aluno não precisar fazer operações de baixo nível de integração e organização, mais esforço mental será "libertado" para executar outras funções favoráveis ao armazenamento e recuperação na memória de longo prazo. 

A memória de trabalho pode recuperar informações do buffer episódico criando representações relativamente novas e, ao mesmo tempo, recuperar informações da memória de longo prazo. 

 

3. Teoria de Dupla Codificação de Paivio

 

Teoria de Dupla Codificação de Paivio ampliou a teoria geral do processamento de informações, sugerindo o tratamento separado dos subsistemas verbais e visuais da memória.

 

Uma forma de elaboração enfatiza as associações verbais, enquanto que a outra forma de elaboração é a criação de uma imagem visual para representar uma imagem ou uma palavra.

 

Video - Teoria da Dupla Codificação de Paivio

A informação apresentada em qualquer forma, verbal ou visual,

 

 

é codificada e armazenada na memória visual ou na memória verbal. Estes sistemas de memória são separados, cada um capaz de activar o outro, bem como converter informações de uma forma para outra. As palavras podem ser codificadas num formato verbal, mas também são capazes de ser convertidas para um formato de imagem. O mesmo pode ser dito para as imagens, cuja forma pode ser convertida para uma descrição verbal.

 

Se as imagens visuais e associações verbais são as duas maiores formas de elaboração, qual delas é mais importante?

Segundo Paivio, uma imagem fornece um segundo tipo de código para a memória que é independente do código verbal. Essa teoria é conhecida como Teoria da Dupla Codificação, porque propõe dois códigos de memória independentes uma vez que os dois códigos funcionam melhor quando trabalhados separadamente.

 

Do ponto de vista de Paivio, a ligação entre os códigos verbal e visual fortalecem a memória. 

Deste modo,a apresentação combinada da informação visual e verbal é susceptível de aumentar as probalidades de reconhecimento e recordação, devido às associações reforçadas pela dupla codificação.

 

Apresentação - Teoria de Dupla Codificação

4. Teoria da Carga Cognitiva de Sweller

 

Segundo Sweller, a memória de trabalho humana é limitada sendo que é possível transpor os seus limites de duas formas:

 

 

●     aquisição de esquemas, na qual é possível dividir a informação em unidades significativas; 

 

 

●     automação do conhecimento, ou seja, o processamento automático do conhecimento requer menos espaço de memória, libertando capacidade de uso em outros lugares. 

 

Video - Carga Cognitiva

Segundo Sweller,

 

memória de trabalho humana é limitada sendo que é possível transpor os seus limites de duas formas:

 

●     aquisição de esquemas, na qual é possível dividir a informação em unidades significativas; 

 

●     automação do conhecimento, ou seja, o processamento automático do conhecimento requer menos espaço de memória, libertando capacidade de uso em outros lugares. 

 

Essa teoria aplica-se a todos os tipos de medias e plataformas de ensino e tem como objectivo a maximização da aprendizagem. 

O autor defende que as informações devem ser apresentadas aos alunos respeitando a sua capacidade de compreensão e respeitando a impossibilidade do ser humano em processar muitas informações a cada momento.

 

A teoria da carga cognitiva é por definição, segundo Sweller, um conjunto universal de princípios que resultam em um ambiente de aprendizagem eficiente e que consequentemente promovem um aumento na capacidade do processo de cognição humana". 

 

Sweller chama a atenção para a questão da carga cognitiva ao criar um material, pois a sobrecarga cognitiva prejudica a aprendizagem e a subcarga não gera o interesse necessário para a aprendizagem.

 

A teoria de carga cognitiva descreve três categorias de carga:

 

● (I) carga intrínseca -  é o nível de dificuldade associado a determinado estimulo/tarefa

 

● (E) carga irrelevante - quando a informação é cercada de elementos supérfluos que actuam como barreiras à aprendizagem devido ao aumento de carga de forma desnecessária, desviando/atrapalhando o processo de aprendizagem; 

 

● (G) carga relevante -  construída através de aprendizagens e atividades anteriores e, posteriormente, ajuda na obtenção de novos conhecimentos, é possível agrupar o conteúdo, sequenciá-lo de forma a auxiliar a aprendizagem das novas informações.

 

 

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Considerações Finais

Deste modo, através da apresentação sistemática destas quatro teorias (Teoria da Aprendizagem Multimédia de Mayer, Modelo de Memória de Baddeley, Teoria de Dupla Codificação de Paivio e da Teoria da Carga Cognitiva de Sweller), fica demonstrado que todas elas estão intimamente relacionadas, todas elas apelam à atenção ao pormenor, às diferentes formas de estimulo, e a quais os alunos se mostram mais receptivos a aprender.

Todas visam, obviamente sistematizar o processo de aprendizagem, a forma como aprendemos, comos os conteúdos devem ser construidos, misturados, manuseados de forma a resultar numa aprendizagem significativa.

Assim, cada uma delas contribui de modo decisivo para percebermos como os processos cognitivos se "ligam", permitindo-nos (como educadores), emular ambientes e/ou conteúdos óptimos, estimulando diferenciadamente cada um dos alunos (cada um tem os seus próprios interesses e ritmos de aprendizagem, cabendo-nos a nós identificá-los e promover a sua inserção de forma coerente, estimulante e prática) e os conteúdos.