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Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal

Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal

Author: Teresa Küffer
Description:

 

  • Problematizar a utilização de recursos, dispositivos e ferramentas da Web para o processo educativo
  • Relacionar os espaços formais, não-formais e informais de aprendizagem no virtual.
  • Argumentar de forma sustentada sobre os hiperespaços atuais para os processo de educação formal, informal e não-formal

 

 

 

Os espaços de aprendizagem ampliaram-se com o aparecimento da Web, especialmente da Web 2.0. Esta mudança trouxe alterações tanto nos espaços de educação formal como na educação não formal e na educação informal. Neste artigo, iremos aprofundar, problematizando, a utilização de recursos, dispositivos e ferramentas da Web para o processo educativo, relacionando os espaços formais, não formais e informais de aprendizagem no virtual. Analisaremos os hiperespaços atuais e as suas potencialidades e desafios nos diferentes espaços de aprendizagem. Por fim, apresentaremos alguns exemplos práticos de hiperespaços nos diferentes contextos. 

 

 

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Tutorial

Introdução

 

Traditional ways of organizing education need to be reinforced by innovative methods,if the fundamental right of all people to learning is to be realized.

John Daniel (Diretor Geral Assistente para a Educação) Unesco, 2002

 

Os espaços de aprendizagem ampliaram-se com o aparecimento da WWW, especialmente da Web 2.0. Esta mudança trouxe alterações tanto nos espaços de educação formal como na educação não formal e na educação informal.  Entende-se por educação formal todas as práticas pedagógicas levadas a cabo por instituições escolares e académicas, com uma estrutura hierárquica e organizado cronologicamente. A educação informal é o conjunto de todas as aprendizagens adquiridas e desenvolvidas nos contextos pessoais e sociais, fora das instituições e sem seguir objetivos educativos. Por seu lado a educação não formal tem objetivos de aprendizagem, mas acontece fora das instituições formais, não tem uma hierarquia rígida, nem uma estrutura cronológica estática.

 

No contexto da educação formal, as escolas e a sala de aula deixaram de estar circunscritas ao espaço físico e às limitações presenciais. Já não é necessário que professores e alunos partilhem o mesmo espaço à mesma hora para que o diálogo educativo aconteça. Este espaço físico continua a existir, mas existe uma extensão, um hiperespaço virtual que cria novos ambientes, relações e dinâmicas de aprendizagem. Este novo hiperespaço educativo, no âmbito da educação formal, exige novos métodos e novas competências aos professores e uma nova organização curricular.

 

Aprendizagem formal, não formal e informal

Source: YouTube, obtido a 7 de 12 de 2011 em http://youtu.be/3HQ2KkHn2lQ

Contextos de Aprendizagem

Nos contextos informais e não formais novas possibilidades de aprendizagem emergem constantemente. As comunidades online, centradas em interesses e partilha de conhecimentos, recursos e aprendizagens comuns adquiriu uma importância crescente nos últimos anos. Cada vez mais, os ambientes pessoais de aprendizagem e os portefólios individuais ganham reconhecimento académico e instituicional. A aprendizagem ao longo da vida ganha novo espaço e reconhecimento «(...) lifelong learning means all general education, vocational education and training, non-formal education and informal learning undertaken throughout life, resulting in an improvement in knowledge, skills and competences within a personal, civic, social and/or employment-related perspective (COM(2004) 474 final, 2004, p.19)» (Pinto, 2005) 

Informal Learning in a Web 2.0 world: Making Social Media Work

Source: YouTube, obtido a 7 de 12 de 2011 em http://youtu.be/Gi5RXjtvPW8

A nossa análise

Neste texto iremos aprofundar, problematizando, a utilização de recursos, dispositivos e ferramentas da web para o processo educativo, relacionando os espaços formais, não formais e informais de aprendizagem no virtual. Analisaremos os hiperespaços atuais e as suas potencialidades e desafios nos diferentes espaços de aprendizagem. Por fim, apresentaremos alguns exemplos práticos de hiperespaços nos diferentes contextos.

O virtual e os espaços de aprendizagem. Qual é a nova realidade?

 

Atualmente, os avanços tecnológicos em todas as áreas da sociedade, tendem a aumentar, uma vez que a existência de uma rede de informação e conhecimento composta por uma imensa capacidade de transformação e multiplicação, interfere diretamente no nosso quotidiano, chegando às redes virtuais e levando à expansão da informação e do conhecimento, eliminando barreiras geográficas e diminuindo as distâncias.

A internet trouxe o termo virtual. Podemos encontrá-lo em diversas áreas da sociedade atual (comércio, biblioteca, bancos, etc). A virtualização é um fator que da lugar a novas realidades particulares, não se opõe ao real. Em termos de ensino, permite uma maior liberdade, concretizando-se no espaço, deixando de ter um lugar físico exato. Lévy, descreveu o virtual, dando o exemplo de uma empresa com departamentos diferenciados da matriz habitual da seguinte forma:

"A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização. Consiste em uma passagem do atual ao virtual, em uma 'elevação à potência' da entidade considerada. A virtualização não é uma desrealização (a transformação de uma realidade num conjunto de possíveis), mas uma mutação de identidade, um deslocamento do centro de gravidade ontológico do objeto considerado: em vez de se definir principalmente por sua actualidade ('uma solução'), a entidade passa a encontrar sua consistência essencial num corpo problemático" (LÉVY, 1996, p.17).

Tradicionalmente, espaço de aprendizagem referia-se  à sala de aula, laboratório, pavilhão, biblioteca, ou seja, o espaço físico, mas com o virtual passamos a ter um espaço virtual de aprendizagem, indo este conceito além dos limites de tempo e de espaço, passando a uma aprendizagem baseada numa sociedade em rede, através da utilização criativa das novas tecnologias e da informação.

Definindo concretamente o que é o espaço virtual de aprendizagem, podemos dizer que se trata de um espaço sem local geográfico específico, onde o processo de ensino aprendizagem decorre, seja nos contextos formais, informais ou não formais. As plataformas da Web 2.0, em regra geral, promovem interação e comunicação (síncrona e assincrónica), apoiada na rede utilizadores (nos espaços de aprendizagem formal e informal) ou por pessoal especializado, como docentes (nos espaços de aprendizagem formal).

O espaço virtual trouxe uma nova realidade ao ensino aprendizagem, mas como não foi inicialmente construído para ser utilizado exclusivamente na educação, teve de ser transformado e adaptado em novas possibilidades pedagógicas para se poder utilizar no contexto educativo. Alguns exemplos da sua aplicação:

●      Apresentações de textos, diagramas, gráficos e imagens para aprendizagem;

●      Pesquisa e recolha de dados e informações;

●      Comunicação com outros alunos e docentes;

●      Colaboração em projetos de aprendizagem;

●      Apresentação e recepção de conteúdos do aluno através da multimédia;

●      Apresentação informática dos resultados da aprendizagem;

●      Aprendizagem usando simulações;

●      Aprendizagem mediante inclusão em espaços virtuais.

Assistimos a uma nova realidade na educação, onde cada espaço tem características únicas, podendo ser utilizadas de forma conjunta ou isolada no contexto educacional, aumentando de forma exponencial as capacidades do ensino aprendizagem.

Novas formas de aprender e ensinar surgiram com a inovação tecnológica e o paradigma virtual. Presentemente podemos ter vários tipos de aprendizagem, nomeadamente por exposição (seja no ensino real ou virtual), autónoma (aluno como centro de decisão), exploração (alunos escolhem o caminho a seguir).

Todas estas alterações do status quo vigente, em termos de paradigma educacional estão a suceder à mesma velocidade que os avanços tecnológicos, sendo notória a necessidade de se adaptar rapidamente à estrutura de ensino, que se baseie na autonomia e flexibilidade do aluno. Tendo estes fatores em mente, constroem-se e contruiram-se plataformas virtuais que permitem a colaboração e a interação entre os intervenientes no processo educativo que o favorecem, esbatendo barreiras espaciotemporais. Os ambientes virtuais de aprendizagem facilitam a transição para um novo sistema de educação, destacando-se as plataformas destinadas à educação e-learning. Estarão os professores prontos para o mundo virtual e aquilo que ele tem que oferecer à educação?

You can't be my teacher

Source: YouTube, obtido a 7 de 12 de 2011 em http://youtu.be/0VSymMbMYHA

Os hiperespaços atuais

 

Presentemente existe um número imenso de páginas, portais, aplicações e ferramentas online que permitem aos professores, alunos e autodidatas explorar as suas potencialidades. Falamos de blogues, wikis, podcasts, e-Portefólios, comunicação pela internet (Skype, VoIP), social networking (Facebook, Twitter), social bookmarking (Delicious, Digg), mundos virtuais 3D (Second Life), partilha de imagens (Flickr), partilha de vídeos (YouTube), fóruns, e-Books, chat (Gtalk, MSN), jogos Online, mashups, mobile learning, RSS feeds, sites (Google sites), apresentações (Prezi, Slideshare), ferramentas de colaboração (Google Docs, Yahoo Groups), entre outros tantos mais. 

100 Ferramentas Web 2.0 para a Educação

open player in a new window

Source: Slideshare, obtido a 30 de 11 de 2011 em http://www.slideshare.net/janehart/top-100-tools-for-learning-2011

Web 2.0

 

A Web 2.0 está em constante mutação (Beta) sendo todos os dias acrescidos novos espaços e ferramentas. Nessa atualização há constante mudança e algumas funcionalidades das ferramentas desaparecem, outras surgem (O’Reilly, 2005) (veja-se o caso do Gmail que mudou recentemente de aparência e conta com novas funcionalidades ou até mesmo o PBworks), tal como ferramentas que deixam de existir (vide knol) para dar lugar a outras. Esta característica da Web 2.0 é uma das suas vantagens, mas também uma desvantagem que deveremos ter em conta como educadores. As redes sociais estão em plena expansão e o seu constante uso pelos utilizadores pode ser observável analisando o quadro que se segue: 

Contagem

 

 

 

 

 

 

Source: Gary Hayes @GaryPHayes (Whitby, 2011)

Potencialidades e Desafios

 

A questão é conhecer as potencialidades e desafios que todas estas aplicações e ferramentas podem trazer para o contexto educativo. Siemens & Tittenberger (2009), Mason & Rennie (2008), Carvalho (2008), marygrace (2008), bem como outros estudiosos preocupam-se com esta temática referindo caraterísticas e possibilidades de uso destas ferramentas na educação. 

As vantagens do uso de ferramentas Web 2.0 são o fácil acesso, custo reduzido, acesso permanente e em qualquer lado, variedade de escolha, inúmeras fontes de informação a recorrer. Por outro lado, as desvantagens mais referidas são o fluxo de informação demasiado acelerado, qualidade da informação passada por vezes dúbia, lacuna de tutoriais/formação das ferramentas.

Uma ferramenta e estratégia já bastante disseminada entre professores, formadores, empresas, indivíduos é o blogue (Siemens, 2002). Nos últimos anos registou-se um aumento exponencial de blogues (Blogger, Wordpress, Edublogs) em praticamente todos os campos de estudo. O facto desta ferramenta ser bastante utilizada, em todas as vertentes educativas (formal, não formal e informal) prende-se com diversos motivos, mas sobretudo, segundo Siemens (2002), por reunir os meios corretos de fácil uso. No contexto da educação formal, os motivos prendem-se normalmente com o facto destes permitirem a partilha de forma rápida e permanente dos conteúdos com alunos, pais, comunidade em geral; facilitarem a discussão online e a colaboração entre alunos, professores e comunidade educativa, estenderem o espaço da sala de aula, ocasionarem a participação ativa dos alunos, consentirem o hipertexto e o uso de diversos média (vídeos, imagens, audio...), possibilitarem propostas conjuntas, entre outros.

Ao professor recai a responsabilidade de dominar estas ferramentas abertas, flexíveis e interativas, recorrendo a abordagem multidisciplinares que o preparem para o futuro (Coutinho & Bottentuit Junior, 2007). A formação para o domínio e implementação de estratégias eficazes é um tremendo desafio, numa rede que está constantemente em mutação. Estar a par e passo com o que se passa no virtual requer um enorme esforço por parte do educador a nível de tempo profissional e pessoal.

Papel do Docente e das Instituições de Ensino Formal

 

Vive-se um tempo de grande prosperidade no que se refere às tecnologias, nomeadamente na utilização de hiperespaços na aprendizagem. Progressivamente, a escola tem vindo a incorporar a utilização de hiperespaços   tanto na sua atividade diária como na utilização dos mesmos na prática letiva.

Os hiperespaços constituem uma linguagem e um instrumento de trabalho essencial do mundo de hoje. Cada vez mais desempenham um papel importante na educação constituindo um meio privilegiado de acesso à informação na medida que são instrumentos fundamentais para pensar, criar, comunicar e intervir sobre numerosas situações fomentando aprendizagem formal, informal e não formal. São ferramentas de grande proveito para o trabalho colaborativo e representam um suporte do desenvolvimento humano nas dimensões pessoal, social, cultural, lúdica, cívica e profissional. Neste sentido, o professor deve proporcionar uma nova forma de ensinar, mais motivadora e desafiante (Silva & Martins, 2000). O professor passará a desempenhar o seu papel de forma facetada, desenvolvendo competências 2.0. Segundo Auilo (2009, apud Witham, s.d.), a relação professor/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro e assim os dois crescem e caminham juntos. É nessa relação madura que o professor deve ensinar que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula, mas a todo momento.

Teaching Tommorow Today, Preparing for the Future

Source: YouTube, obtido a 7 de 12 de 2011 em http://youtu.be/CF2xT_PEL0M

Aprendizagem Centrada no Aluno

Segundo Siemens (2005), a aprendizagem deve ser centrada no aluno criando novas metodologias de ensino adaptadas às novas realidades de desenvolvimento tecnológico e a sociedade organizada em rede. Segundo a Fundação MacArthur (2011), os jovens passam grande parte do seu tempo em volta dos média. Estudando como eles usam esses média, poderemos como educadores saber como incentivá-los a usar essas capacidades para adquirir conhecimentos que são esperados deles no ensino formal, nomeadamente a nível de criatividade, civismo e socialização, conhecimento esse que deverá ser igualmente usado na sua vida futura (Jenkins em The 21st Century Learner)

The 21st Century Learner

Source: YouTube, obtido a 7 de 12 de 2011 em http://youtu.be/c0xa98cy-Rw

Personal Learning Network

 

De acordo com Richardson as novas formas de ensino passam pelo PLN (Personal Learning Network), em qualquer tipo de educação. Um PLN passa por contactos sociais, com pares ou com especialistas,  ou seja, os nossos contactos são o nosso PLN, tornando a partilha e a colaboração que se pratica online seja rápida e simples (Klingensmith, 2009).

TEDxNYED - Will Richardson

Source: YouTube, obtido a 15 de 11 de 2011 em http://youtu.be/Ni75vIE4vdk

As TIC na Educação Informal

 

Roberto Carneiro referiu que um trabalho interno ancorado numa nova visão de PME 2.0 (mais intensas em conhecimento, mais colaborativas, interna e externamente) deve ser previamente elaborado, nomeadamente a nível de tecnologias organizacionais e relacionais, pois o seu impacto e a mudança potencial o exigem. Na educação informal as TIC são ferramentas de comunicação muito poderosas e permitem uma valorização dos recursos humanos. (AIP-CE, 2010)

Source: Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (2010)

Exemplos práticos de hiperespaços

Source: Obtido a 10 de 12 de 2011, em http://rocketdock.com/images/screenshots/Hyperspace.jpg

Educação formal

 

Como o próprio nome indica, é o tipo de educação que podemos encontrar no ensino escolar institucionalizado e estruturado. A plataforma moodle e os sites das escolas/universidades, representam a educação formal.

O Moodle é um exemplo deste tipo de educação aplicada no hiperespaço. Significa “Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment” e é um software livre que serve como apoio à aprendizagem. A sua principal utilização da-se no contexto de e-learning ou b-learning, pois através deles consegue-se promover a criação de comunidades de aprendizagem.

Um exemplo das potencialidades do moodle é-nos fornecido pela Universidade de Évora.

Para ficar a conhecer um pouco mais, siga o link disponibilizado na imagem.

Moodle Presentation

Source: YouTube, obtido a 9 de 12 de 2011 em http://youtu.be/I4mmMeMDMic

Educação não formal

Baseia-se num sistema sem necessidade de burocracia hierárquica em termos de progressão, podendo no seu final atribuir ou não, certificados.

Exemplos desta educação são os diversos tutoriais disponíveis online, tal como todo o tipo de formação e-learning disponibilizada pelas empresas das mais variadas áreas do conhecimento.

Para perceber o tipo de oferta na educação não formal presente online, clique na imagem.

 

 

Além deste tipo de oferta temos também o caso dos diversos tipos de tutoriais (http://www.1001-tutoriais.com/http://www.webtutoriais.com/), que representam uma forma de aprendizagem não formal, mas que ao mesmo tempo permitem que se aprenda imenso sobre matérias que pretendemos ficar a conhecer sem necessidade de recorrer ao sistema tradicional de educação formal.

 

 

Educação informal

 

Como educação informal podemos encontrar no hiperespaço uma diversidade imensa de conteúdos que podem servir como educação informal. Nos últimos anos, espaços como o TED Talks têm desempenhado um papel muito importante na formação não formal de diferentes tipos de profissionais. Por exemplo, se queremos saber mais sobre open source, podemos encontrar vídeos sobre isso.

Um exemplo, é o vídeo de Richard Baraniuk, criador de connexions, que nos explica as ideias e conceitos que sustentam esta plafaforma.

Richard Baraniuk: Goodbye, textbooks; hello, open-source learning

Source: YouTube, obtido a 10 de 12 de 2011 em http://youtu.be/RRymi-lFHpE

Considerações finais

 

Segundo Pinto (2005), "No futuro, devido ao ritmo e dinâmica dos processos sociais, a formação dos indivíduos tem de se assumir como processos de construção, cuja prossecução ultrapassa, necessariamente, os limites dos sistemas formais de ensino." Neste sentido estamos perante uma nova era educacional onde predominam a utilização de novos espaços de aprendizagem colaborativa e interativa. As mudanças educacionais desenham um novo modelo pedagógico centrado na autonomia, na flexibilidade e no aluno através dos hiperespaços de aprendizagem, sendo o aluno é o sujeito ativo e construtivo de seu próprio conhecimento.

 

Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal abrem novas possibilidades na aprendizagem ao longo da vida, mas ao mesmo tempo, apresentam desafios. Os contextos de educação formal devem ser mais flexíveis, de forma a acompanhar as novas mudanças vividas nos contextos educacionais. Segundo Siemens, “Elearning and flexible learning are closely linked. Essentially, elearning is the realization of the theoritial/conceptual components of flexible learning”. Para este novo paradigma de aprendizagem é importante proporcionar formação que envolvam experiências pedagógicas diferenciadas de acordo com a formação inicial de cada educador. Não basta criar ferramentas com inúmeras vantagens na educação formal se não existir o suporte necessário para que o educador  as utilize em sala de aula e para que desenvolvam as competências necessárias para a vivência plena da cidadania do século XXI.

 

Por outro lado, as competências adquiridas ao longo da vida, fora dos contextos formais, necessitam de um reconhecimento académico e social. O mercado de trabalho e a sociedade em geral devem valorizar e reconhecer  trabalhadores bem formados e capazes de competir num mercado de trabalho cada vez mais exigente, tornando o tecido empresarial bem formado e com a possibilidade de melhorar os níveis de qualidade de vida, esbatendo as diferenças sociais, rumo a uma sociedade mais justa, tendo como centro de mudança a educação e os hiperespaços que a nova realidade virtual permite.  

Referências

 

Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (2010) Estudo Aprendizagem Informal e Utilização das TIC nas PME Portuguesas - Síntese. Obtido a 14 de 11 de 2011 em   http://www.creativelearningconference.com/docs/Sintese_Aprendizagem_Informal.pdf

 

Auilo, C. (2009). O papel do professor. Obtido em 7 de 12 de 2011, de Educação é Tudo!: http://eduq.wordpress.com/o-papel-do-professor

 

Carvalho, A. A. (2008). Manual de Ferramentas Web 2.0 para professores. (ME- DGIDC, Ed.) Obtido em 12 de 9 de 2011, de http://www.crie.min-edu.pt/publico/web20/manual_web20-professores.pdf

 

Comassetto, L. S. (2007). Novos Espaços para o Ensino e a Aprendizagem em EAD. [PDF] obtido a 5 de 12 de 2011 em http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/5162007101900AM.pdf

 

Coutinho, C. P., & Bottentuit Junior, J. B. (11 de 2007). Blog e Wiki: Os Futoros Professores e as Ferramentas Web 2.0. Obtido em 12 de 9 de 2011, de SIE'2007 no Repositório da Universidade do Minho: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7358/1/Com%20SIIE.pdf

 

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Hart, J. (2011) Top 100 Tools for Learning [Apresentação]. Em SlideShare obtido a 08 do 12 de 2011 em http://www.slideshare.net/janehart/top-100-tools-for-learning-2011

 

Informal Learning in a Web 2.0 world: Making Social Media Work (10 de 2010)  [Vídeo] . Em Youtube, obtido a 08 do 12 de 2011 em http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Gi5RXjtvPW8

 

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Pinto, L. C. (5 de 2005). Sobre Educação Não Formal. Obtido em 6 de 12 de 2011, de Cadernos D'In'ducar: http://www.inducar.pt/webpage/contents/pt/cad/sobreEducacaoNF.pdf

 

marygrace (2008) Possibilidade de uso da Web 2.0 na educação [Apresentação]. Em Slideshare, obtido a 12 de 9 de 2011 em http://www.slideshare.net/marygrace/possibilidades-de-uso-da-web-20-na-educao

 

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